São olhares que se fecham como compotas. Compotas de morango. Morango gustativo. Um morango que ela não gosta, ela nunca gostou de morangos, eles são amargos. Braços que se esticam de preguiça acumulada. É uma lentidão. Olá tempo. É uma casa de gelo. Cara limpa. Íris de cores diferentes; uma de castanho vivo, outra com uma cor de mel. É um filme fixo, complicado dela. Cabelos de várias cores e tamanhos; um solto, outro apanhado com um gancho azul; castanho-escuro e um mais claro, aliás, bastante mais claro. Uns lábios quase iguais; grossos onde estão bem definidos os seus riscos labiais. Têm consonância.
Tudo calmo.
Palavras escondidas. Mentiras que nem foram ditas. Verdades caladas como quando olhamos para pedras de vários tamanhos e cores. Elas não falam, como nós. Água limpa, uma corrente fraca. Um breve pressentimento.
Tudo calmo.
As portas fecharam-se porque alguém saiu daquelas compotas amargas. Elas fecharam-se. O ninguém, ou os ninguéns que virão não provarão o seu doce amargo. Ela diz adeus e sorri, ela está feliz por terem fechado as portas. Tudo calmo.
Em jogos de erotismo. O cabelo castanho-escuro solto; tudo era motivo para fazer o vento estimular as águas claras e molhar a sua cara. Olhares sérios. Expressões faciais. Os dois lábios grossos a tocarem-se como se fosse o reflexo de um espelho. Era a magia de um só.
Tudo descontrolado.
Ela era uma inocente astuta. Dissimulada. Era bonita, tinha um corpo sensual. Os seus cabelos escuros soltos faziam com que ela se senti-se dona de todas as almas mais inocentes que ela. Os seus olhos eram um despertar de sentimentos mortos de outros. Era o renascer de vidas. Ela era persuasiva. O seu nariz tinha sensações únicas como a de escutar e sentir os outros. Escutava vozes. Sentia o cheiro do suor, do sal. A sua língua era simplesmente um estimulante dos seres mortos pelo tempo. Sabia o que cada um lhe dava. Dava-lhe sabedoria. Eram histórias fugazes que lhe mostravam a razão de estar ali. Cheirava a pureza. Cortou os seus longos cabelos. Lágrimas; água, sal.
Tudo descontrolado.
Ela era fotógrafa; gostava de olhares em faces desconhecidas, contudo conhecia os olhares, e tinha a impressão física e moral de cada ser humano; apreciava aquilo que cada um lhe dava naquele momento. Aqueles ninguéns que conseguiam entrar naquela compota fechada com um cadeado, entregavam-se. Nunca deixavam de olhar, acreditavam. Era tão forte. Estavam perto de tudo, daquilo que as suas faces, olhares mostravam, e por isso davam tudo o que tinham à rapariga de cabelo apanhado com um gancho azul. Ela era a fotógrafa. A que conhecia. Ela era o mar. Só os seus olhos de mel e os seus lábios grossos de uma cor saborosa, uma cor de morango, se distinguiam. A sua cara era limpa e o seu cabelo castanho muito claro, quase louro, eram como símbolos de que ela gostava num ser humano, era a verdade. Era especial. Aquilo tornava-a numa só. Clara como a água, tinha um sabor amargo do morango; o gosto da vida. O sal era o tempero. Era a fotografia. Eram os olhares e os lábios. Era a sua sabedoria.
Encaixe.
Dois corpos distintos à procura do mesmo saber. Entregavam-se. Eram diferentes almas. Procuravam esse saber de formas diferentes.
O sal, com o tempo ficará salgado demais e as compotas de novo fecharão para uma nova descoberta da amargura.
Tudo calmo.
Palavras escondidas. Mentiras que nem foram ditas. Verdades caladas como quando olhamos para pedras de vários tamanhos e cores. Elas não falam, como nós. Água limpa, uma corrente fraca. Um breve pressentimento.
Tudo calmo.
As portas fecharam-se porque alguém saiu daquelas compotas amargas. Elas fecharam-se. O ninguém, ou os ninguéns que virão não provarão o seu doce amargo. Ela diz adeus e sorri, ela está feliz por terem fechado as portas. Tudo calmo.
Em jogos de erotismo. O cabelo castanho-escuro solto; tudo era motivo para fazer o vento estimular as águas claras e molhar a sua cara. Olhares sérios. Expressões faciais. Os dois lábios grossos a tocarem-se como se fosse o reflexo de um espelho. Era a magia de um só.
Tudo descontrolado.
Ela era uma inocente astuta. Dissimulada. Era bonita, tinha um corpo sensual. Os seus cabelos escuros soltos faziam com que ela se senti-se dona de todas as almas mais inocentes que ela. Os seus olhos eram um despertar de sentimentos mortos de outros. Era o renascer de vidas. Ela era persuasiva. O seu nariz tinha sensações únicas como a de escutar e sentir os outros. Escutava vozes. Sentia o cheiro do suor, do sal. A sua língua era simplesmente um estimulante dos seres mortos pelo tempo. Sabia o que cada um lhe dava. Dava-lhe sabedoria. Eram histórias fugazes que lhe mostravam a razão de estar ali. Cheirava a pureza. Cortou os seus longos cabelos. Lágrimas; água, sal.
Tudo descontrolado.
Ela era fotógrafa; gostava de olhares em faces desconhecidas, contudo conhecia os olhares, e tinha a impressão física e moral de cada ser humano; apreciava aquilo que cada um lhe dava naquele momento. Aqueles ninguéns que conseguiam entrar naquela compota fechada com um cadeado, entregavam-se. Nunca deixavam de olhar, acreditavam. Era tão forte. Estavam perto de tudo, daquilo que as suas faces, olhares mostravam, e por isso davam tudo o que tinham à rapariga de cabelo apanhado com um gancho azul. Ela era a fotógrafa. A que conhecia. Ela era o mar. Só os seus olhos de mel e os seus lábios grossos de uma cor saborosa, uma cor de morango, se distinguiam. A sua cara era limpa e o seu cabelo castanho muito claro, quase louro, eram como símbolos de que ela gostava num ser humano, era a verdade. Era especial. Aquilo tornava-a numa só. Clara como a água, tinha um sabor amargo do morango; o gosto da vida. O sal era o tempero. Era a fotografia. Eram os olhares e os lábios. Era a sua sabedoria.
Encaixe.
Dois corpos distintos à procura do mesmo saber. Entregavam-se. Eram diferentes almas. Procuravam esse saber de formas diferentes.
O sal, com o tempo ficará salgado demais e as compotas de novo fecharão para uma nova descoberta da amargura.