domingo, 6 de março de 2011

Prestei atenção aos teus movimentos, aos teus passos e olhares, às tuas interrogações mudas. Eu tentei dar-te toda a liberdade e amar-te mesmo assim. Mas tu não me procuras, não te interessas por mim. Tu não sabes como agir, como dar passos comigo nem como me olhar. E isso é triste.
A ideia de me acabar está presente comigo todos os dias. E não deixa de ser curioso como já não sinto esse pensamento como um terrorista na minha vida, apenas tenho dias em que pondero todos os pontos e níveis a ver qual deles ganha e há outros dias em que não.

Goodbye my lover.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Queria que me visses a arranjar as unhas.
Que um raio de sol desenhasse uma risca na minha cara.
Em silêncio.
Queria que o vento soprasse os poucos cabelos que tenho à solta.
E aí sim, podias mostrar-me os teus beijos e os teus abraços.
Eu estou descalça, apenas com uma camisola cinzenta e cuecas rosa, sentada de pernas cruzadas no tapete branco e tu podias olhar-me e ver os nossos momentos maravilhosos.
Eu sei que tivemos momentos maravilhosos, eu sei que existes. Mas por alguma razão acordo sempre sozinha e sinto uma dor aqui junto ao peito que me tira o fôlego.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Eu não sei quem és. Mas sinto saudades de te ter ao meu lado quando acordo. Tenho a necessidade de recorrer a ti, abraçar-te e beijar-te. Mas eu sei que tu, que estás desse lado, és distante e não queres o meu amor quente, dedicado.
Desejo acabar contigo da melhor forma possível. Deste-me vontade de querer outra vez um corpo nu junto ao meu.
Mas a pergunta é: independentemente de tu quereres ou não, será que eu estou preparada para me despir novamente?