Que conversa é esta que tenho comigo todos os dias?
Estou em manutenção...
sábado, 6 de novembro de 2010
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
um grito que liberta as almas afogadas em recheios escorregadios com sonhos sentimentais desperdiçados na compota. Mexi com a colher lá dentro com a ideia de comer o doce todo feita gulosa despedaçada, mas, logo após o engolir, todo ele refluxou para fora de mim como se não quisesse entrar ou talvez sair do sítio de onde proveio.
sábado, 8 de agosto de 2009
sábado, 4 de julho de 2009
Sou uma sonhadora e estou aqui sem saber como estou aqui. Sou uma sonhadora que estraga os seus próprios sonhos. Sou uma sonhadora que nem sonha o que virá a seguir.
"Ela dizia sempre que não. Dizia que não, apesar de querer desesperadamente dizer que sim, apesar de ela já se ver a cair de amores por ele. Ela queria dizer que sim,queria tentar. Ela já os conseguia imaginar como um belo casal. Ela podia ajuda-lo a melhorar aquele orgulho e ego; ensina-lo a rir-se dele mesmo de vez em quando.E ele, podia apresentar-lhe o seu “carpe diem”, a sua visão “c’est la vie”, ensiná-la a viver o dia pelo dia em vez de preocupar-se com cada segundo futuro. “Viver e deixar viver”. Ele podia pará-la de crescer precocemente. Ele podia torná-la de novo uma jovem.
Ela podia ver isso tudo, mas dizia não à mesma.
Feitas as contas sabia que apesar do quão bom eles podiam ser, nunca resultaria, e ela não estava pronta para arriscar o seu coração daquela maneira.
Ela não queria a ilusão e em seguida a desilusão."
"Ela dizia sempre que não. Dizia que não, apesar de querer desesperadamente dizer que sim, apesar de ela já se ver a cair de amores por ele. Ela queria dizer que sim,queria tentar. Ela já os conseguia imaginar como um belo casal. Ela podia ajuda-lo a melhorar aquele orgulho e ego; ensina-lo a rir-se dele mesmo de vez em quando.E ele, podia apresentar-lhe o seu “carpe diem”, a sua visão “c’est la vie”, ensiná-la a viver o dia pelo dia em vez de preocupar-se com cada segundo futuro. “Viver e deixar viver”. Ele podia pará-la de crescer precocemente. Ele podia torná-la de novo uma jovem.
Ela podia ver isso tudo, mas dizia não à mesma.
Feitas as contas sabia que apesar do quão bom eles podiam ser, nunca resultaria, e ela não estava pronta para arriscar o seu coração daquela maneira.
Ela não queria a ilusão e em seguida a desilusão."
terça-feira, 6 de março de 2007
São olhares que se fecham como compotas. Compotas de morango. Morango gustativo. Um morango que ela não gosta, ela nunca gostou de morangos, eles são amargos. Braços que se esticam de preguiça acumulada. É uma lentidão. Olá tempo. É uma casa de gelo. Cara limpa. Íris de cores diferentes; uma de castanho vivo, outra com uma cor de mel. É um filme fixo, complicado dela. Cabelos de várias cores e tamanhos; um solto, outro apanhado com um gancho azul; castanho-escuro e um mais claro, aliás, bastante mais claro. Uns lábios quase iguais; grossos onde estão bem definidos os seus riscos labiais. Têm consonância.
Tudo calmo.
Palavras escondidas. Mentiras que nem foram ditas. Verdades caladas como quando olhamos para pedras de vários tamanhos e cores. Elas não falam, como nós. Água limpa, uma corrente fraca. Um breve pressentimento.
Tudo calmo.
As portas fecharam-se porque alguém saiu daquelas compotas amargas. Elas fecharam-se. O ninguém, ou os ninguéns que virão não provarão o seu doce amargo. Ela diz adeus e sorri, ela está feliz por terem fechado as portas. Tudo calmo.
Em jogos de erotismo. O cabelo castanho-escuro solto; tudo era motivo para fazer o vento estimular as águas claras e molhar a sua cara. Olhares sérios. Expressões faciais. Os dois lábios grossos a tocarem-se como se fosse o reflexo de um espelho. Era a magia de um só.
Tudo descontrolado.
Ela era uma inocente astuta. Dissimulada. Era bonita, tinha um corpo sensual. Os seus cabelos escuros soltos faziam com que ela se senti-se dona de todas as almas mais inocentes que ela. Os seus olhos eram um despertar de sentimentos mortos de outros. Era o renascer de vidas. Ela era persuasiva. O seu nariz tinha sensações únicas como a de escutar e sentir os outros. Escutava vozes. Sentia o cheiro do suor, do sal. A sua língua era simplesmente um estimulante dos seres mortos pelo tempo. Sabia o que cada um lhe dava. Dava-lhe sabedoria. Eram histórias fugazes que lhe mostravam a razão de estar ali. Cheirava a pureza. Cortou os seus longos cabelos. Lágrimas; água, sal.
Tudo descontrolado.
Ela era fotógrafa; gostava de olhares em faces desconhecidas, contudo conhecia os olhares, e tinha a impressão física e moral de cada ser humano; apreciava aquilo que cada um lhe dava naquele momento. Aqueles ninguéns que conseguiam entrar naquela compota fechada com um cadeado, entregavam-se. Nunca deixavam de olhar, acreditavam. Era tão forte. Estavam perto de tudo, daquilo que as suas faces, olhares mostravam, e por isso davam tudo o que tinham à rapariga de cabelo apanhado com um gancho azul. Ela era a fotógrafa. A que conhecia. Ela era o mar. Só os seus olhos de mel e os seus lábios grossos de uma cor saborosa, uma cor de morango, se distinguiam. A sua cara era limpa e o seu cabelo castanho muito claro, quase louro, eram como símbolos de que ela gostava num ser humano, era a verdade. Era especial. Aquilo tornava-a numa só. Clara como a água, tinha um sabor amargo do morango; o gosto da vida. O sal era o tempero. Era a fotografia. Eram os olhares e os lábios. Era a sua sabedoria.
Encaixe.
Dois corpos distintos à procura do mesmo saber. Entregavam-se. Eram diferentes almas. Procuravam esse saber de formas diferentes.
O sal, com o tempo ficará salgado demais e as compotas de novo fecharão para uma nova descoberta da amargura.
Tudo calmo.
Palavras escondidas. Mentiras que nem foram ditas. Verdades caladas como quando olhamos para pedras de vários tamanhos e cores. Elas não falam, como nós. Água limpa, uma corrente fraca. Um breve pressentimento.
Tudo calmo.
As portas fecharam-se porque alguém saiu daquelas compotas amargas. Elas fecharam-se. O ninguém, ou os ninguéns que virão não provarão o seu doce amargo. Ela diz adeus e sorri, ela está feliz por terem fechado as portas. Tudo calmo.
Em jogos de erotismo. O cabelo castanho-escuro solto; tudo era motivo para fazer o vento estimular as águas claras e molhar a sua cara. Olhares sérios. Expressões faciais. Os dois lábios grossos a tocarem-se como se fosse o reflexo de um espelho. Era a magia de um só.
Tudo descontrolado.
Ela era uma inocente astuta. Dissimulada. Era bonita, tinha um corpo sensual. Os seus cabelos escuros soltos faziam com que ela se senti-se dona de todas as almas mais inocentes que ela. Os seus olhos eram um despertar de sentimentos mortos de outros. Era o renascer de vidas. Ela era persuasiva. O seu nariz tinha sensações únicas como a de escutar e sentir os outros. Escutava vozes. Sentia o cheiro do suor, do sal. A sua língua era simplesmente um estimulante dos seres mortos pelo tempo. Sabia o que cada um lhe dava. Dava-lhe sabedoria. Eram histórias fugazes que lhe mostravam a razão de estar ali. Cheirava a pureza. Cortou os seus longos cabelos. Lágrimas; água, sal.
Tudo descontrolado.
Ela era fotógrafa; gostava de olhares em faces desconhecidas, contudo conhecia os olhares, e tinha a impressão física e moral de cada ser humano; apreciava aquilo que cada um lhe dava naquele momento. Aqueles ninguéns que conseguiam entrar naquela compota fechada com um cadeado, entregavam-se. Nunca deixavam de olhar, acreditavam. Era tão forte. Estavam perto de tudo, daquilo que as suas faces, olhares mostravam, e por isso davam tudo o que tinham à rapariga de cabelo apanhado com um gancho azul. Ela era a fotógrafa. A que conhecia. Ela era o mar. Só os seus olhos de mel e os seus lábios grossos de uma cor saborosa, uma cor de morango, se distinguiam. A sua cara era limpa e o seu cabelo castanho muito claro, quase louro, eram como símbolos de que ela gostava num ser humano, era a verdade. Era especial. Aquilo tornava-a numa só. Clara como a água, tinha um sabor amargo do morango; o gosto da vida. O sal era o tempero. Era a fotografia. Eram os olhares e os lábios. Era a sua sabedoria.
Encaixe.
Dois corpos distintos à procura do mesmo saber. Entregavam-se. Eram diferentes almas. Procuravam esse saber de formas diferentes.
O sal, com o tempo ficará salgado demais e as compotas de novo fecharão para uma nova descoberta da amargura.
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